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Leo Cunha - Literatura infanto-juvenil
Desde: 22/12/2003      Publicadas: 217      Atualização: 28/05/2015

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 Entrevistas

  19/09/2011
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Entrevista para a editora FTD

Este mês (setembro de 2011) sou o entrevistado
da revista Acontece, da editora FTD.

Leonardo Antunes Cunha (Leo Cunha) nasceu em Bocaiúva (MG), em 1966, e mora desde pequeno
em Belo Horizonte. Doutor em Artes/Cinema pela UFMG, trabalha como professor universitário,
jornalista e tradutor, mas sua maior paixão é escrever para crianças e jovens. Dentre seus mais de
40 livros, a maioria tem a narrativa recheada de humor. Este ano, Leo está completando 20 anos de
literatura infantojuvenil. Vários de seus livros foram premiados. Ele também comemora 20 anos de
jornalismo. Já trabalhou em jornais, rádio, agências de comunicação e, desde 1997, é professor de
uma faculdade de Jornalismo. Em 2011, concluiu, também, o doutorado em Cinema, outra de suas
paixões.

Há 20 anos você escreve literatura infantojuvenil. Dos seus
livros publicados qual o que mais lhe agradou escrever?

Já foram mais de 40 livros e todos foram prazerosos. Em
alguns eu me diverti muito junto com os personagens, como em
Sorte grande, Manual de desculpas esfarrapadas e O macacão
espantado. Em outros, eu pude pesquisar temas que eu curto,
como o futebol, em Na marca do pênalti, a Internet, em Perdido
no ciberespaço, a música, em Clave de lua. E em outros pude
explorar minhas memórias e "causos" de família, como em
Ninguém me entende nessa casa! e em Manual de desculpas
esfarrapadas.

Conte um pouco da sua trajetória profissional como autor.

Em 1991, quando publiquei minha primeira história (Em boca
fechada não entra estrela) na revista Alegria (que foi o nome
temporário da Recreio), eu estudava jornalismo na PUC-Minas e
tinha começado a escrever poemas, contos e enquetes teatrais em
algumas disciplinas do curso. Logo em seguida, em 1992, eu tive
a felicidade de tirar o primeiro lugar em dois concursos literários
importantes: o João-de-Barro, em Belo Horizonte, e o Concurso
Nacional de Histórias Infantis, no Paraná. Isso abriu muitas portas
para mim, facilitou minha entrada no mercado. A partir de então,
tenho escrito e publicado constantemente. E, também, já traduzi
muitos livros de literatura infantil do inglês, do francês e do
espanhol.

Com qual dos personagens de seus livros publicados você
mais se identifica? Por quê?

O livro de crônicas Ninguém me entende nessa casa! reúne muitas
histórias reais, acontecidas comigo e com minha família. Ali é o
Leo de verdade. Mas, entre os meus personagens ficcionais, eu me
identifico bastante com o garoto do Pela estrada afora.

Seu mais recente lançamento (Ninguém me entende nessa
casa!) traz 26 crônicas. Qual delas, em sua opinião, é a mais
engraçada?

O humor é, sem dúvida, uma das minhas paixões. Tanto que foi o
tema central do meu doutorado em Cinema, concluído há poucos
meses na Escola de Belas Artes da UFMG. O livro Ninguém me
entende nessa casa! traz algumas crônicas mais intimistas,
confessionais, como Infinitos enquanto durem, O livro do meu avô
e A máquina da minha avó, mas a maioria dos textos é claramente
de humor. Na minha opinião, o caso mais engraçado é o do meu
pai criando um filhote de dinossauro. Até porque é uma história
totalmente absurda, mas, por incrível que pareça, verdadeira.

Quais suas maiores fontes de inspiração?

Na narrativa infantojuvenil, meus ídolos foram Sylvia Orthof,
Monteiro Lobato e João Carlos Marinho. Não necessariamente
meus livros se assemelham aos deles (aos da Sylvia, com
certeza!), mas são autores que me abriram os olhos para a
grande liberdade, para o humor e para a loucura possíveis na
literatura infantil. Na crônica, meus grandes inspiradores foram
Carlos Drummond de Andrade, Fernando Sabino, Mário Prata
e Luis Fernando Verissimo. No caso da poesia, Mário Quintana,
José Paulo Paes, Cecília Meirelles, Sérgio Capparelli e a turma
da poesia visual/concreta como Augusto de Campos, Arnaldo
Antunes e, mais uma vez, o Capparelli. Fora isso, sempre fui
um leitor apaixonado por quadrinhos, especialmente pelos
quadrinhos de humor como Asterix, Snoopy, Mafalda, Calvin,
Garfield, além de vários outros personagens do Angeli, do Ziraldo
e do Mauricio de Sousa.

Quem escreve costuma ler bastante. Que tipo de leitura
você cultiva?

Quando eu tinha uns 11 ou 12 anos de idade minha mãe fundou
uma livraria dedicada à literatura infantojuvenil, em Belo Horizonte.
Eu ia diariamente à livraria e lia praticamente tudo o que havia
publicado no Brasil. Não só lia como também indicava para os
clientes da loja. Sempre fui um leitor voraz e sem preconceitos,
pois lia de tudo, nos mais variados gêneros: poesia, crônica,
humor, aventura, mistério, terror. Até por isso, meus livros são
muito diferentes entre si.

Ninguém me entende nessa casa!
Autor: Leo Cunha
Ilustrador: Rogério Soud
Recomendado a partir do 8o ano.

As 26 crônicas reunidas nesta obra mergulham num universo
muito íntimo e aconchegante, mas também recheado de
histórias curiosas: a família, os amigos mais próximos,
as lembranças novas e antigas.
Algumas crônicas podem até parecer mentira, mas o autor
jura de pés juntos que é tudo verdade. Afinal de contas,
a crônica está quase sempre neste campo minado entre o real
e o imaginário, entre a verdade e a ficção, entre a
lembrança e a invenção. São conversas, casos, acasos, cenas
cotidianas, corriqueiras, até banais, que podem revelar muito
sobre nós e sobre o mundo à nossa volta.



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