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Leo Cunha - Literatura infanto-juvenil
Desde: 22/12/2003      Publicadas: 217      Atualização: 28/05/2015

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 Entrevistas

  19/01/2004
  1 comentário(s)


Leo Cunha: De viva voz

Reprodução da entrevista concedida à “Revista Latinoamericana de Literatura Infantil Y Juvenil”, publicada pelo Ibby Latinoamérica, em 1996.

Leo Cunha: De viva vozComo você resumiria a situação da literatura para criancas e jovens em seu país, na última década?

Leo Cunha: No Brasil passamos por uma grande transformação. Antes não havia mais do que cinco ou dez editoras dedicadas ao público jovem. Porém, quase de um dia para o outro, as editoras descobriram um valioso e mal explocrado filão de mercado: a adoção de livros nas escolas.

A partir de então, o número de editoras se multiplicou. Algumas fazem um trabalho sério, preocupado com a qualidade dos textos e ilustrações, independentemente de temas, gêneros e estilos. Outras se inclinam a publicar livros que tratem dos temas que estão em voga ou que têm mais chance de ser adotados nas escolas: ecologia, índios, menores abandonados, pais separados, dinossauros, gravidez adolescente, etc. Eu escrevi (em parceria com Marcus Tafuri) um livro que ironiza estas modas: “O dinossauro, mais uma história ecológica”.

Que livros de ficção você recomendaria aos leitores de outras latitudes interessados em formar uma idéia sobre o que há de mais valioso na literatura infanto-juvenil editada pelos autores de seu país nos últimos anos?

LC: Para as crianças menores, gosto muito do humor de Sylvia Orthof (por exemplo, “Os bichos que tive” e “Cadê a peruca do Mozart?”, e a coleção “Assim é se lhe parece”).

As histórias fantásticas e os contos de fada de Marina Colasanti, Ruth Rocha e Ana Maria Machado são sempre bem-vindos.

Para os adolescentes, gosto muito do delicado “Ana e Pedro”, de Vivina de Assis Viana e Ronald Claver, e as histórias urbanas de Toni Brandão (como “Grogue” e “Louco por uma gata”).

Além dos livros de João Carlos Marinho: “Berenice Detetive”, entre os mais recentes, “O Caneco de Prata”, entre os primeiros.

Na poesia, me encantam Antonio Barreto (“O livro das simpatias”, “A noite é um circo sem lona”) e José Paulo Paes (“É isso ali”, “Poemas para brincar”).

Em seu país existe crítica de literatura infantil e juvenil?

LC: A crítica de literatura infanto-juvenil é quase inexistente na mídia brasileira. Entre os jornais de alcance nacional, “O Globo” traz duas ou três resenhas mensais a cargo de Laura Sandroni. A “Folha de S. Paulo” às vezes resenha alguns livros para adolescentes em seu suplemento Folhateen. Fora disso, temos somente algumas iniciativas de periódicos regionais ou revistas decidadas a professores, como a “Nova Escola” e a “Releitura”.

A seção brasileira do Ibby, Fundação Nacional do Livro Infantil e Juvenil (FNLIJ), está reativando seus cadernos de resenhas, atitude que considero fundamental.

Como você avalia a relação escola-literatura infantil em seu país?

LC:Uma escola capaz de desenvolver no aluno a sensibilidade, o espírito crítico, a capacidade e a oportunidade de escolha (inclusive no campo da arte), teria um papel fundamental, especialmente em nossa sociedade, na qual as crianças têm na escola os primeiros contatos com o livro.

O problema é que nossas escolas não dão a devida importânca a este lado essencial da formação do indivíduo. Os currículos têm outras prioridades, os professores não têm uma formação estética adequada, freqüentemente lêem muito pouco. Sempre que observamos uma boa atuação das escolas, os resultados são animadores.

Se você tivesse um dos “objetos mágicos” de que falava Propp, que pedidos faria para a literatura infantil e juvenil de seu país?

Que os livros (sobretudo os melhores) pudessem chegar cedo a todas as crianças - desde o berço. O contato natural, como parte do cotidiano de cada pessoa, é a melhor garantia de criação de leitores para toda a vida.



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