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Leo Cunha - Literatura infanto-juvenil
Desde: 22/12/2003      Publicadas: 56      Atualização: 22/01/2018

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 Livro a Livro

  06/01/2004
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Na marca do pênalti

Texto: Leo Cunha

Ilustração: Roger Mello

Atual Editora

1a. edição: 1999

Edição atual: 3a.
96 páginas

Na marca do pênaltiSobre o livro:


Em Campos Gerais, a vida gira em torno do futebol! Olha a ginga! De trivela! Que drible!


Duas torcidas dividem a cidade, onde cada morador parece guardar um segredo. Segredos que têm a ver com futebol, é claro.


Nina tem 12 anos e é torcedora fanática. Sempre foi uma garota bem-comportada, até que seus amores futebloísticos levam-na a participar do roubo de uma prova, na escola. Daí ela e seus amigos ficam Na marca do pênalti.



Trecho:

Jogar contra o Tonho era covardia. Quer dizer: só não era covardia porque o Tonho respeitava cada um que ele humilhava em campo. Dava um baita lençol e vinha pedir desculpa. Tacava uma debaixo das pernas e logo voltava pra se explicar. Quando marcava gol de bicicleta, arroxeava todo de sem-graça, vai entender aquela culpa toda... Pro Tonho aspirar a Garrincha, só faltava aquela molecagem de matar a gente de rir. Porque bola ele tinha de sobra.


Já o Peruca era o contrário. Faltava futebol, mas derramava pimenta. Gostava de filosofar assim:


- O Tonho tem um talento nato, feito um olho azul. Já o meu talento é adquirido, feito um olho roxo...


Opinião:


"Apresenta aos leitores, numa história marcada por humor, bom suspense e momentos emocionantes, temas extremamente significativos como amor, paixão, caráter, comunidade, valores. Trata dos pequenos segredos que atormentam as pessoas como se fossem grandes fantasmas, e das pequenas verdades que acabam representando grandes redenções." Marcello Castilho Avellar, no jornal Estado de Minas.


"Em Na Marca do Pênalti, o não-politicamente é uma das marcas da autonomia dos personagens em relação ao mundo adulto e suas regras. E também a afirmação da necessidade, própria de qualquer ser, de amealhar sua própria experiência de vida, sem dar ouvidos aos apitos do juiz. Falam-se palavrões; a garotada, uns são bonzinhos, outros não, outros lá e cá, dependendo da situação. Não se leva muito a sério os adultos, todo poder aos adolescentes, e, com um drible deste livro futebolístico, Leo Cunha engana o leitor, numa peripécia anunciada: a todo momento ele avisa que futebol é uma caixinha de surpresas. E o livro esbanja trivelas e gingas de deliciar os olhos. Bela montagem! Enfim, com personagens que qualquer um gostaria de ter como amigo ou namorar (nada mais chato do que um modelo de bom-comportamento; esses ninguém quer nem ter como amigo, nem namorada), Leo arma um saboroso enredo, no qual todo mundo também gosta de entrar. Dá saudades, quando termina!" Luiz Antonio Aguiar


"A história se desenvolve reunindo suspense, humor, paixão, sofrimento, alegrias, confusões e muitas partidas de futebol. A linguagem alia expressões típicas do futebol com os maneirismos da fala de Minas Gerais, criando efeitos, driblando situações, posicionando personagens para uma goleada com as palavras. Ótima opção de leitura para adolescentes apaixonados ou não por futebol." Silvia Oberg, na Bibliografia Brasileira de Literatura Infantil e Juvenil.


"Esse livro cai como uma luva para os leitores mais experientes e que adoram futebol. A cidade onde a história se passa - Campos Gerais - é dividida em duas torcidas; tem um herói que está na Seleção Brasileira (o Sabonete); um professor que detesta o esporte e uma torcedora que apronta mile uma estripulias". Da revista Pais e Filhos


"Imagine uma pequena cidade interiorana, onde segredos e verdades de cada morador estão relaconados à paixão pelo futebol. Este é o roteiro do romance infanto-juvenil "Na marca do pênalti. Obra primorosa, enriquecida pelas ilustrações de Roger Mello. Vale conferir!" Do Informativo Ibac, publicado pelo Instituto Brasileiro Arte e Cultura.


Prêmios


- Finalista do Prêmio João de Barro






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